O poder da comunicação na COP30

COP30, que será realizada em Belém do Pará em novembro de 2025, será um marco para a imprensa do Brasil e do mundo. Há uma expectativa da participação de quase 200 países na conferência. A realização da COP30 organizada pelas Nações Unidas é de extrema importância para os jornalistas, porque oferece uma plataforma global diversificada de conteúdos para acompanhar e relatar as decisões e compromissos assumidos por líderes mundiais não só em relação às mudanças climáticas, mas oportunidade única de entrevistas históricas. Todos querem falar e se posicionar. Conteúdos e imagens de importância e valores imensuráveis para o mundo.

Esse evento não só proporciona acesso a informações exclusivas de pautas mundiais atualizadas sobre políticas ambientais, mas também permite que os jornalistas amplifiquem vozes diversas, incluindo cientistas, ativistas e comunidades afetadas, contribuindo para uma cobertura mais abrangente e diversificada. Já passamos da fase conscientização, agora precisamos de ações concretas que façam a diferença. Sustentabilidade não é mais uma questão de conscientização e sim uma obrigação da humanidade cuidar da “casa comum” por questões de sobrevivência. 

Os jornalistas brasileiros têm um papel fundamental no sucesso do evento. É uma oportunidade única de criar conteúdo exclusivo, que construam narrativas e pautas aprofundadas abrangentes para muito além do óbvio. Quem tiver olhos de águia para enxergar notícias relevantes que façam a diferença, vai se destacar na cobertura do evento. 

Pensando nisso, a redação da revista Summit Press conversou com alguns colegas jornalistas sobre sugestões de conteúdos que não podem ficar de fora. 

  1. Divulgação científica e educação ambiental

  • Contextualizar a importância da COP30: A real importância porque está acontecendo no Brasil e os objetivos intrínsecos. 
  • Traduzir dados científicos: Simplificar informações complexas sobre mudanças climáticas, desmatamento, biodiversidade e sustentabilidade para torná-las acessíveis ao grande público.
  • Promover a educação ambiental: Criar séries de reportagens, podcasts, vídeos e infográficos que mostrem a importância dos biomas brasileiros, como a Amazônia, o Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e o Pantanal.
  1. Amplificação de vozes locais

  • Dar voz a comunidades tradicionais e povos originários: Mostrar como essas populações são guardiãs dos biomas e como suas práticas sustentáveis podem inspirar soluções globais.
  • Reportar histórias de sucesso: Destacar iniciativas locais de conservação, reflorestamento e bioeconomia que estão dando certo e podem ser replicadas em outras partes do mundo.
  1. Fiscalização e transparência

  • Monitorar políticas públicas: Acompanhar e reportar as ações do governo brasileiro em relação às metas climáticas, ao combate ao desmatamento e à proteção dos biomas.
  • Cobrar transparência: Garantir que os compromissos assumidos pelo Brasil na COP30 sejam claros, mensuráveis e acompanhados de planos concretos.
  1. Construção de uma narrativa positiva

  • Mostrar o Brasil como líder ambiental: Enfatizar o potencial do país para liderar a transição para uma economia verde, destacando suas vantagens naturais, como a matriz energética limpa e a biodiversidade.
  • Combater desinformação: Refutar narrativas negativas ou distorcidas sobre o Brasil, apresentando fatos e dados que comprovem os esforços do país na área ambiental.
  • Promover o orgulho nacional: Criar campanhas que inspirem os brasileiros a se engajarem na causa ambiental, mostrando que a proteção dos biomas é um patrimônio de todos.
  1. Engajamento internacional

  • Produzir conteúdo para o exterior: Criar reportagens em outros idiomas para veículos internacionais, mostrando os esforços do Brasil na área ambiental e sua disposição para cooperar globalmente.
  • Parcerias com mídia estrangeira: Colaborar com jornalistas e veículos de outros países para ampliar o alcance das mensagens sobre a COP30 e o papel do Brasil.
  • Mostrar os desafios e as soluções: Apresentar os problemas ambientais do Brasil de forma equilibrada, mas também destacar as soluções inovadoras que estão sendo implementadas.
  1. Mobilização da Sociedade

  • Incentivar a participação popular: Promover campanhas que estimulem a população a se envolver nas discussões sobre a COP30, seja por meio de eventos locais, debates ou ações nas redes sociais.
  • Criar plataformas de diálogo: Facilitar espaços de discussão entre especialistas, governos, empresas e cidadãos para debater os temas da conferência.
  • Promover ações práticas: Incentivar mudanças de comportamento, como consumo consciente, redução de desperdício e apoio a iniciativas sustentáveis.
  1. Uso de tecnologia e inovação

  • Utilizar ferramentas digitais: Aproveitar plataformas como redes sociais, podcasts, vídeos interativos e realidade virtual para engajar o público de forma criativa.
  • Dados e visualizações: Usar infográficos, mapas interativos e visualizações de dados para mostrar o impacto das mudanças climáticas e as soluções possíveis.
  1. Parcerias com instituições e especialistas

  • Colaborar com universidades e ONGs: Trabalhar em conjunto com especialistas em meio ambiente, cientistas e organizações da sociedade civil para garantir precisão e profundidade nas reportagens.
  • Promover eventos e debates: Organizar fóruns, webinários e painéis de discussão que antecedam a COP30, envolvendo diversos personagens da sociedade com depoimentos.
  1. Cobertura durante a COP30

  • Reportagem em tempo real: Cobrir os principais eventos da conferência, destacando os avanços, os desafios e o papel do Brasil nas negociações.
  • Entrevistas com líderes globais: Dar visibilidade às opiniões de chefes de Estado, cientistas e ativistas presentes no evento.
  • Mostrar o lado humano: Contar histórias de pessoas impactadas pelas mudanças climáticas e por iniciativas de sustentabilidade.
  1. Legado Pós-COP30

  • Acompanhar os resultados: Monitorar e reportar se os compromissos assumidos na COP30 estão sendo cumpridos pelo Brasil e outros países.
  • Manter o tema em pauta: Continuar a cobrir questões ambientais após a conferência, garantindo que o tema não caia no esquecimento.

Os jornalistas têm o poder de protagonizar as narrativas sobre a COP30 e o papel do Brasil na luta de ações que envolvam a sociedade na mudança de comportamento em relação as mudanças climáticas. Essa cobertura não só contribuirá para o sucesso da conferência, mas também para a mobilização real da sociedade em prol do meio ambiente. Desejamos sucesso a todos que lá estarão.